A História do Natal

Por Dayse Oliari 

É comum estar chegando o fim de ano e você ouvir um "feliz natal” quando começa as férias. Para alguns é o dia do nascimento de Jesus, para outros é o momento de unir a família. Mas o que você responderia?

Vamos lá, assim como já contamos a história do Halloween por aqui, a origem do Natal merece um espaço também, afinal, essa data já foi capaz até de parar a Primeira Guerra Mundial em pleno combate no ano de 1914 (conhecida como "Trégua de Natal"). É a data considerada mais importante do ano na maioria dos países ocidentais e europeus. Porém, ainda existem algumas controvérsias entre os cristãos sobre considerar essa data importante. Por isso, reunimos uma breve história dos elementos mais importantes do Natal, e como você pode se posicionar diante dos seus amigos e família sobre isso. Então, bora para uma história…

(Lembrando que esse artigo é apenas um resumo de muitas pesquisas, se quiser, vale a pena você pesquisar por conta também!;D)

Tuuuuudo começou na época em que Jesus veio a Israel no século I. Na época dele, o principal império que dominava o mundo naquela época eram os romanos. Eles possuíam uma cultura totalmente diferente do povo de Israel. Enquanto os judeus adoravam um só deus, os romanos adoravam vários deuses, por exemplo. 

Depois que Jesus fez um trabalho intenso por 3 anos com Israel pregando, curando e falando da salvação, muita gente começou a aceitar o evangelho com muito fervor. Aos poucos começava pelos mais pobres (que eram mais gente), e de pouco a pouco iam atingindo os judeus mais ricos (que eram pouca gente). Depois que Jesus morreu, quem continuou o trabalho foram os discípulos, depois os apóstolos e depois outros convertidos. E o evangelho começou a crescer tanto que foi alcançando a cultura dos gregos e romanos. Ao longo dos anos os mais pobres tinham conhecimento e logo mais foi chegando aos mais ricos, até que um imperador chamado Constantino se converteu à mensagem do evangelho, e passou a influenciar outros ao seu redor a fazerem o mesmo. E para demonstrar a veracidade dessa conversão, ele influenciou a organização de uma igreja, conhecida como Igreja Católica.

Aos poucos, eles começaram a cristianizar alguns costumes que a cultura dos gregos e romanos tinham há muitos anos. Dentre esses costumes, está o dia 25 de dezembro onde era dedicado ao deus sol. Diz a história que era 24 ou 25. Esse dia era muito especial porque representava o dia mais curto do ano, o início de uma nova estação o solstício de inverno, onde o sol voltaria a durar mais tempo, o que era muito bom para a lavoura (era super comum a vida no campo nessa época, então falar de roça era o papo do dia). E por ser um dia que representava o auge da natureza, viram que agora não faria mais sentido dedicar o dia ao deus sol, pois esse deus não existe segundo o cristianismo, quem existe é Jesus. E por Jesus ser considerado diversas vezes nos evangelhos como o sol da justiça, a luz do mundo, eles entenderam que combinaria fazer do dia 25 o dia do nascimento de Cristo, já que o sol voltaria a nascer, a brilhar mais, representando a luz que Jesus trouxe a esse mundo. Embora a data exata do nascimento de Jesus não seja conhecida, a Igreja Católica estabeleceu essa data no século IV, facilitando a conversão de povos pagãos ao cristianismo. 

De acordo com arqueólogos e historiadores, o relato de Lucas 2:8 sinaliza que na época em que Jesus veio, os pastores estavam cuidando do rebanho ao ar livre de noite. Ou seja, só dava para fazer isso durante os meses mais quentes, como a primavera ou o outono, e era improvável no inverno rigoroso da região, já que o rebanho era recolhido e guardado nas estrebarias e cavernas. Isso sugere que o nascimento pode ter ocorrido em abril, maio, setembro ou outubro. Outro sinal interessante foi que o pai de João Batista, Zacarias, era um sacerdote do grupo de Abias. Segundo Lucas 1:5-9, ele servia no templo quando recebeu a visão do anjo Gabriel. Baseando-se nos ciclos de serviço sacerdotal do Templo, alguns estudiosos estimam que Zacarias estava servindo entre junho e julho. Se Isabel, esposa de Zacarias, concebeu logo após esse período, e Maria concebeu Jesus cerca de seis meses depois, o nascimento de Jesus poderia ter ocorrido em setembro ou outubro.


Bora saber como foi a história da árvore de Natal e do Papai Noel? 


Por volta do século IV no 270 d.C, existiu um bispo cristão chamado São Nicolau de Mira. Ele vivia em Patara, uma cidade na região da Lícia, que fazia parte do Império Romano (atualmente, na Turquia). Ele nasceu em uma família rica e cristã. Porém, após a morte precoce de seus pais, Nicolau herdou uma grande fortuna. Nicolau tornou-se bispo na cidade de Mira, também na Lícia, e ganhou notoriedade por sua fé, humildade e generosidade. Nicolau era muito devoto ao cristianismo, e por ter herdado uma fortuna dos seus pais, resolveu dedicá-la aos mais pobres e necessitados. 

Não há registros exatos de como acontecia com detalhes, mas conta-se no geral que todos os anos de forma discreta, ele colocava presentes debaixo das árvores (que geralmente eram pinheiros naquela região) para que as crianças necessitadas pudessem ter a chance de ter um brinquedo. E por ser um período de inverno, sempre estava agasalhado, levando muitos brinquedos na bagagem. Essa prática ficou tão marcante na vida de quem presenciou isso que mesmo depois da sua morte, as pessoas continuaram esse costume até fazer parte da cultura nos dias de hoje, nomeando São Nicolau como o Papai Noel.

Outra história sobre a árvore, conta que um missionário cristão chamado São Bonifácio estava convertendo algumas regiões nórdicas no século VIII. Ao encontrar germânicos realizando sacrifícios em um carvalho sagrado dedicado ao deus Thor, Bonifácio derrubou a árvore para demonstrar a superioridade do cristianismo. Segundo a tradição, ele então apontou para um pinheiro próximo, afirmando que sua forma triangular representava a Santíssima Trindade, promovendo-o como símbolo cristão. 

Parando para analisar, todos esses elementos foram importantes para converter os costumes pagãos em costumes cristãos, numa época em que a cultura grego-romana, e nórdica eram extremamente fortes e influentes. 


O fato é que algumas coisas mudaram muito em nossa cultura atual, e você como cristão precisa saber como se posicionar. 
  • A primeira coisa que você precisa se preocupar é com a sua missão. Jesus deixou bem claro que aqui nesse mundo você tem a missão de continuar a luz que ele deixou (Mateus 16:15). Precisa representar Cristo diante da sua família e amigos. 
  • A segunda coisa, é que tudo o que você faz pode ter um significado para você, mas pode ter outro para a pessoa. Você precisa ser sábio em diferenciar a sua cultura, da cultura da sua família, e saber equilibrar aquilo que vai ajudar a falar de Jesus no momento certo sem fazer de você uma pessoa que divide a família.

É claro que hoje, não faz mais sentido adorar o deus sol, por que ele não existe, sendo que os romanos adoravam porque era uma virada de estação, um acontecimento da natureza. Mas muita gente crente utiliza disso para detonar o Natal, como se hoje ainda o povo adorasse esse deus sol, sendo que as gerações do tempo dos romanos mudaram séculos, e muita gente nem sabe da existência disso. Naquela época em que a igreja católica era formada, fazia mais sentido se posicionar contra. Mas hoje, a cultura e o significado mudou completamente. E quando alguém volta a falar que o natal é do deus sol, soa como algo que já morreu a muito tempo, e não faz mais sentido, a cultura mudou completamente. O mais preocupante, são alguns crentes que mencionam isso com tanta força, que soa como se a existência do deus sol fosse extremamente real, parecendo que eles são os que mais fazem esse deus existir de fato. Porém, não tem mais esse significado para o mundo. Não quer dizer que também devemos esquecer a origem. De forma alguma! Precisamos ser inteligentes, sábios e equilibrados, e se preocupar com o método de evangelizar. 

Uma grande evidência de que a cultura mudou, são as propagandas de Natal. As propagandas sempre foram reflexo da cultura das pessoas, pois é um método que utilizam da divulgação para se ter um lucro no final, então eles precisam sempre estar acompanhando a vibe do momento para conseguir vender. E hoje, as propagandas vendem o significado de família, paz e união para essa data (veja essa propaganda aqui: Comercial EDEKA). Já propagandas feitas por igrejas, intensificam mais ainda o foco para o nascimento de Jesus (veja essa propaganda aqui: Natal na Time Square)

Hoje as pessoas que acreditam de fato que Jesus nasceu no Natal são poucas, quase irrelevantes, porque o significado do Natal passou a ser muito mais simbólico. Veja como o significado do Natal hoje é totalmente diferente do Halloween e do Carnaval. É uma data onde o pensamento mundial se concentra em Jesus. É a data chave para você falar e viver de Cristo para alguém, e mostrar o quanto ele nasceu no seu coração e transformou sua vida (mas pra isso funcionar você tem que viver todos os dias e não só no Natal). É a data perfeita para aproveitar que a família está reunida e você refletir o caráter de Cristo. Se a sua família não é da igreja e não tem ciência de toda a história, e o natal é a data que eles mais se unem, é mais inteligente que você participe para se posicionar a favor da família, união e paz como culturalmente hoje é divulgado, dessa forma será um meio deles verem o real significado de Jesus em você. Se você não desejar ir em todos os natais, pode ser que estará se posicionando como alguém que não se importa com a família. Por isso, seja inteligente em saber se comunicar de acordo com a cultura e pensamento da sua família. Você pode também criar ou participar de projetos sociais ótimos nessa data, como doação de brinquedos, roupas e alimentos para quem mais precisa, já que é uma data que favorece a união (e não esquecer que isso deve ser feito sempre, não só no Natal). Novamente fica o lembrete, o Natal é uma data que favorece falar mais de Cristo, diferente do Halloween e do Carnaval.

O mais importante hoje, é você não se esquecer da sua missão aqui na terra que é “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” Mateus 16:15. Sua missão não é ficar em casa, é sair, é viver o céu no coração e ficar tão incomodado com isso que você precisa compartilhar. Por isso, se ficou alguma dúvida, não deixe de falar com a gente nos comentários ou em nosso Whatsapp aqui, vamos  ajudar com todo carinho. Que Deus ilumine sua vida, e te faça um pisca-pisca lindo na vida das pessoas.💜

Jovens Guerreiros

YOU MIGHT ALSO LIKE

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Instagram